5 exemplos de redação nota 1000 no Enem

Em resumo:
- Tirar nota 1000 na redação do Enem é possível, mas exige domínio da estrutura, argumentação consistente e proposta de intervenção completa.
- A nota máxima ocorre quando o texto atinge 200 pontos em cada uma das 5 competências, cumprindo tema, organização, norma padrão, argumentação e solução.
- Estudar exemplos reais (Cartilha do Participante) e entender o padrão dissertativo-argumentativo ajuda a aplicar boas práticas na prova.
Veja mais detalhes a seguir:
Ao longo dos anos, tirar 1000 na redação do Enem acabou se tornando o objetivo de muitos candidatos por aí que fazem a prova.
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Conforme o tempo foi passando, isso se tornou mais difícil, afinal os critérios de avaliação foram se moldando, mas essa pontuação não é impossível.
Como a prova exige um padrão claro de texto, com o domínio da estrutura, argumentação consistente e uma proposta de intervenção completa, ter tudo isso mente pode ajudar nessa conquista.
Abaixo, você confere exemplos de redações nota 1000 no Enem, tirados da Cartilha do Participante, um documento que o Inep (órgão responsável pela aplicação da prova) costuma soltar todos os anos com redações que atingiram boas notas.
Assim, com esses exemplos reais, pode ficar um pouco mais fácil de você entender as boas práticas que podem ser aplicadas na sua prova!
O que significa ter uma redação nota 1000 no Enem?
Antes de você ver os exemplos, uma coisa importante é saber o que classifica uma redação nota 1000 no Enem.
Em outras palavras, isso quer dizer que a redação conseguiu alcançar a pontuação máxima (200 pontos) em cada uma das 5 competências avaliadas nessa parte da prova.
Em linhas gerais, significa que o texto produzido:
- atende completamente ao tema proposto
- apresenta boa organização de ideias
- utiliza a norma padrão da língua portuguesa
- desenvolve argumentos consistentes
- traz uma proposta de intervenção completa
Como funciona a correção da redação do Enem
A redação do Enem explora 5 competências em seus candidatos:
- Competência 1: domínio da norma padrão (avalia o uso correto da língua portuguesa, como: ortografia, pontuação, concordância);
- Competência 2: compreensão do tema (verificando se você entendeu corretamente o tema e manteve o foco nele ao longo do texto);
- Competência 3: organização das ideias (analisa a estrutura do texto: introdução clara, desenvolvimento lógico e progressão de ideias
- Competência 4: coesão textual (considera se o uso de conectivos e a fluidez do texto está ok. Ex: além disso, portanto)
- Competência 5: proposta de intervenção (verifica se a proposta conta com ação (o que será feito), agente (quem fará), meio (como será feito), finalidade (para quê) e detalhamento.
Estrutura de uma redação nota 1000

Basicamente, o modelo de redação exigido no Enem é o dissertativo-argumentativo.
Esse tipo de texto é dividido em três partes principais:
- Introdução
- Desenvolvimento
- Conclusão com proposta de intervenção
Exemplos de redação nota 1000 do Enem

Agora que você possui mais informações, pode ser que fique mais simples de ver tudo isso aplicado na prática, com exemplos do que já foi produzido pelos candidatos em anos anteriores.
Essas redações estão presentes na Cartilha do Participante, documento disponibilizado para ajudar a orientar melhor os candidatos.
1. Amanda Teixeira Zampiris
Na obra intitulada “Brasil, País do Futuro”, Stefan Zweig, autor austríaco, em sua visita ao Brasil, defendeu a ideia de que o país estava destinado a ser um dos mais importantes países do mundo no futuro. No entanto, 80 anos depois, as previsões do autor ainda não se concretizaram e os desafios para enfrentar a invisibilidade do trabalho de cuidado — realizado por mulheres — são entraves para isso. Observa-se, assim, que isso ocorre porque a negligência governamental e a permanência histórica impedem a resolução da questão.
Sob este viés, é preciso atentar para a omissão estatal presente nessa problemática. Nessa perspectiva, o pensador Thomas Hobbes afirma que o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população. Entretanto, isso não ocorre no Brasil, pois a falta de atuação das autoridades corrobora a permanência do trabalho de cuidado não remunerado e mal pago realizado, principalmente, por mulheres — que inclui cuidar de crianças e idosos, bem como os afazeres domésticos —, visto que o Governo não tem cumprido seu papel no sentido de assegurar os direitos básicos a esse grupo social, como o direito a um salário digno. Assim, as funções sociais e estatais são descumpridas, agravando o
problema.
Outrossim, a permanência histórica é fator importante como constituinte desse imbróglio. Nesse sentido, consoante ao pensamento do antropólogo Claude Lévi-Strauss, só é possível compreender adequadamente as ações coletivas por meio do entendimento dos eventos históricos. Desse modo, a questão da invisibilidade do trabalho de cuidado feito por mulheres majoritariamente pobres e vítimas de
discriminação de gênero, mesmo que fortemente presente no século XXI, apresenta raízes indissociáveis à história brasileira — que foi marcada pelo machismo e pelo patriarcado —, uma vez que as atividades domésticas não pagas ainda são delegadas às pessoas do sexo feminino de forma quase que exclusiva.
Faz-se necessário, portanto, que meios sejam criados para intervir nesse óbice. Logo, o Governo Federal — órgão responsável pela administração federal em todo território nacional — deve estabelecer políticas públicas que garantam a remuneração e a valorização do trabalho de cuidado, por meio da utilização de verbas governamentais para o pagamento de salários. Tal ação deve ser realizada com a finalidade de mitigar a invisibilidade dos afazeres domésticos realizados pela mulher na sociedade brasileira e, consequentemente, combater as raízes históricas presentes nessa questão. Dessarte, o Brasil poderá se tornar um “País do Futuro”, como defendido por Stefan Zweig.
2. Lucas Malta de Carvalho
A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, garante o trabalho remunerado e a dignidade humana como direitos de todo cidadão brasileiro, além de estabelecer a igualdade entre os gêneros masculino e feminino na sociedade. Entretanto, nota-se que tal prerrogativa não tem se reverberado na prática, visto que ainda há uma invisibilidade do trabalho de cuidado realizado pela mulher no Brasil, o qual, muitas vezes, não apresenta retorno financeiro. Portanto, faz-se necessária a análise dos principais fatores que contribuem para esse triste cenário: o machismo e o descaso estatal.
Em primeira análise, é importante destacar que a mulher ocupa uma posição subjugada na sociedade brasileira desde o período colonial, sendo encarregada dos afazeres domésticos e dos cuidados familiares. A partir desse contexto, após anos de inferiorização, as mulheres conquistaram diversos direitos sociopolíticos, como o direito ao voto e o trabalho remunerado. Todavia, mesmo com
essas conquistas, ainda é notável que existe um machismo estrutural na sociedade contemporânea, já que, segundo o IBGE, as mulheres gastam o dobro de tempo com tarefas de cuidado, quando comparadas aos homens. Nesse sentido, por ser uma tradição enraizada na sociedade, o trabalho de
cuidado realizado pela população feminina é ignorado por grande parte das pessoas.
Ademais, é imperioso ressaltar que a invisibilidade e a desvalorização desse tipo de trabalho resultam, em alguns casos, na falta de remuneração, o que contraria o direito estabelecido na Constituição. De acordo com o filósofo Nicolau Maquiavel, o principal objetivo do governante é a manutenção do poder, deixando em segundo plano a busca pelo bem comum. Assim, é evidente que
o Estado não se preocupa com a garantia dos direitos das mulheres, o que reflete na ausência de políticas públicas que assegurem uma remuneração digna àquelas que trabalham. Dessa forma, as mulheres se encontram desamparadas, ao mesmo tempo, pela sociedade e pelo governo.
Portanto, é necessário promover ações concretas, as quais alterem o quadro de invisibilidade do trabalho de cuidado realizado pela população feminina. Logo, cabe às emissoras de TV, as quais são grandes formadoras de opinião da sociedade, realizar campanhas sobre a importância de lutar contra
o machismo, por meio de anúncios publicitários, a fim de desconstruir ideias de subjugação presentes no Brasil contemporâneo. Além disso, o Governo Federal deve fiscalizar as relações de trabalho para garantir a remuneração feminina.
3. Gabriela Larissa de Souza Gurgel
A filósofa contemporânea Hannah Arendt constata, por meio do conceito denominado “Banalidade do Mal”, a tendência existente nas sociedades no que tange à naturalização das mazelas presentes na coletividade. Nessa vertente, percebe-se que, na realidade brasileira atual, a proposição teórica mencionada se torna evidente, sobretudo quando são considerados os entraves para o enfrentamento da invisibilidade do trabalho de cuidado realizado pelas mulheres. Com efeito, hão de ser analisados os principais intensificadores da temática em questão: o machismo estrutural e a omissão estatal.
Diante desse cenário, a persistência de um ideário preconceituoso contra o público feminino potencializa a desvalorização de atividades relacionadas ao cuidado. Nesse viés, cabe citar que, durante o Período Colonial, houve a estruturação da família brasileira com base em valores patriarcais, de modo
a haver a restrição do papel social da mulher à reprodução e aos afazeres domésticos. No entanto, apesar do lapso temporal, tais convenções ainda estão presentes no território nacional, haja vista que, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as mulheres se dedicaram mais
que o dobro de horas semanais, em 2019, em comparação aos homens, às tarefas de cuidado. Nessa linha de raciocínio, atividades desse tipo — que incluem o trabalho com crianças, idosos e pessoas com deficiência, assim como as demandas domésticas — são comumente vistas como uma obrigação feminina,
mas, lamentavelmente, recebem um grau inferior de reconhecimento e de importância. Isso se torna ainda mais claro pelo fato de muitas tarefas dessa natureza serem mal pagas ou não remuneradas, o que é extremamente preocupante em um país como o Brasil — o qual apresenta, em sua Constituição Federal de 1988, o direito à dignidade laboral.
Ademais, é imperioso destacar a postura inerte do Estado brasileiro quanto à tentativa de mitigar a invisibilização que acomete a problemática. Sob tal ótica, o sociólogo polonês Zygmunt Bauman define como “Instituições Zumbi” aquelas entidades que mantêm suas estruturas vigentes, contudo não cumprem adequadamente seus papéis sociais. Nesse sentido, o aparato estatal nacional pode ser enquadrado na visão baumaniana, tendo em vista que o trabalho de cuidado colocado em prática pelas mulheres é decorrente, em muitos contextos, da intersecção de desigualdades socioeconômicas e étnicas. Dessa forma, enquanto não for combatida a conjuntura precária vivenciada por tantas meninas
e mulheres, as quais se encontram, principalmente, em situação de pobreza e de vulnerabilidade, elas continuarão inseridas em um trabalho de cuidado sem o amparo estatal necessário.
Portanto, fazem-se urgentes medidas de enfrentamento aos impasses da temática supracitada. Assim, o Ministério do Trabalho e Emprego deve realizar um registro das principais áreas com presença do trabalho de cuidado. Tal iniciativa será efetivada por intermédio de profissionais do IBGE, os quais, em parceria com o Poder Executivo, irão às residências onde as mulheres exercem suas
atividades e organizarão um auxílio financeiro para ajudá-las a garantir suas dignidades enquanto cidadãs. Isso poderá proporcionar melhores perspectivas de vida para o público feminino, de maneira a fragilizar o machismo e ampliar a igualdade.
4. Helena Moreira Alves
A dignidade da pessoa humana é um dos fundamentos da Constituição Federal, proposta no Artigo 1º. Esse fundamento pode ser garantido através do exercício do trabalho — que contribui para o desenvolvimento do indivíduo ao fornecê-lo condições para se sustentar na sociedade. Contudo, apesar de ser fundamento
constitucional, percebe-se que, na realidade atual do país, a dignidade humana é violada pela invisibilização do trabalho de cuidado realizado por mulheres. Nesse prisma, deve-se analisar como a desvalorização do trabalho manual e a perpetuação do machismo são desafios para enfrentar essa realidade contrária à
Constituição.
A princípio, cabe salientar que há uma influência cultural que explica a desvalorização do trabalho manual. Na Grécia Antiga, o trabalho braçal era considerado inferior porque os mais ricos — detentores de melhores condições de vida — eram pensadores, ou seja, eram aqueles que exerciam
trabalho mental. Partindo da compreensão de que a história das sociedades ocidentais, como o Brasil, é baseada na cultura grega, é inevitável dizer que a desvalorização de serviços braçais — como o trabalho de cuidado realizado por mulheres que limpam, lavam, cozinham e cuidam de crianças e
idosos — é resultado de uma cultura elitista enraizada nas sociedades do Ocidente. Dessa forma, mudar essa realidade estrutural é uma tarefa complexa, já que envolve uma questão cultural, porém é uma ação necessária para que o elitismo não favoreça a desqualificação de certos tipos de trabalho.
Outrossim, a perpetuação do machismo é uma arma que invibiliza o valor social das mulheres. Foucalt — filósofo francês — propôs os conceitos de silenciamento e normalização, explicando que a sociedade silencia alguns assuntos para perpetuar organizações de poder e normaliza problemas sociais quando eles se tornam repetitivos. Fazendo um paralelo com os estudos do filósofo, entende-se
que o machismo foi normalizado pela sociedade devido a sua perpetuação ao longo da história e silenciado pelo patriarcado que queria manter-se no poder. Um exemplo pode ser visto quando o voto foi concedido às mulheres, que, de início, precisavam ser casadas com um homem para votar. Ou seja,
até num pequeno indício de liberdade, as mulheres tiveram seu valor social silenciado pelo machismo, realidade que está — negativamente — normalizada na sociedade atual.
Infere-se, portanto, que modificar essa realidade discriminatória e opressora é missão da sociedade. Logo, cabe ao Governo — administrador do país — financiar as escolas para criar projetos de valorização a todos os tipos de trabalho e às mulheres, através de palestras, a fim de romper com o elitismo e o machismo que desconsideram as cuidadoras brasileiras. Talvez, assim, as mulheres não
serão mais invisibilizadas e terão sua dignidade humana garantida.
5. Mariane Clementino Barbosa
A série estadunidense “Grey’s Anatomy” retrata o cotidiano e as intempéries enfrentadas por um grupo de médicos em Seattle. Dentre essas, a protagonista Meredith sofre com o distanciamento de seus amigos após precisar abdicar de sua carreira de cirurgiã para cuidar de seus filhos e de sua casa, uma vez que seu marido não estava disposto a fazer o mesmo. Fora da ficção, o cenário
não é muito diferente, tendo em vista os desafios para o enfrentamento da invisibilidade do trabalho de cuidado realizado pela mulher no Brasil. Isso ocorre devido à carência de conhecimento da população e à ineficiência estatal no que se refere ao tema.
Em primeira análise, observa-se a ignorância como agravante da problemática. Até meados do século XX, quando os direitos femininos não estavam completamente assegurados, a mentalidade social estava relacionada à divisão de trabalho por gênero, em que os serviços da esfera pública, realizados fora de casa, eram de dominância masculina, enquanto os domésticos estavam destinados às mulheres. Assim, tendo por base o filósofo alemão Immanuel Kant, o qual aponta a necessidade de educação para a mudança de comportamento e de mentalidade dos indivíduos, o cenário atual é de permanência da invisibilidade do trabalho de cuidado, haja vista a ausência de ações educativas
para reverter o quadro.
Ademais, é válido ressaltar a inércia governamental a respeito da temática. Assim como abordado na produção “Grey’s Anatomy”, mesmo com a crescente inserção das mulheres no mercado de trabalho, faz-se necessária a adoção de medidas que regulamentem os trabalhos de cuidado realizados pelas mulheres no Brasil, a fim de que haja a equidade entre gêneros e a valorização dos indivíduos. Entretanto, em consonância com o filósofo Darcy Ribeiro, as leis nacionais são robustas em teoria, mas ineficientes na prática, demonstrando a fragilidade do Estado brasileiro e a consequente persistência do problema no país.
Portanto, a partir dos fatos citados, atribui-se ao Governo Federal a responsabilidade de implementar o programa de ação social “Mulheres em foco”, que, a partir de oficinas educativas e integradas em escolas públicas e privadas de todo o país, terá por objetivo levar mais conhecimento e visibilidade acerca do trabalho de cuidado realizado por mulheres no Brasil para jovens de 10 a 18
anos. Desse modo, espera-se que os desafios para o enfrentamento da invisibilidade do trabalho de cuidado realizado pela mulher no Brasil sejam superados.
O que as redações nota 1000 têm em comum?
Se a gente parar para analisar as diferentes redações nota mil do Enem, é possível identificar alguns padrões.
Os textos são claros, fáceis de entender, possuem uma estrutura bem definida com introdução, desenvolvimento e conclusão, apresentam uma argumentação consistente e um bom repertório, assim como uma proposta de intervenção bastante completa.
Dicas práticas para tirar nota 1000 na redação do Enem

Se você está em busca de uma boa nota na Redação do Enem, abaixo seguem algumas dicas para você colocar isso em prática.
Treine com temas atualizados
Praticar com frequência ajuda a ganhar repertório e agilidade. Por isso, busque temas que realmente podem cair na prova e faça redações semanalmente para treinar para essa parte da prova.
Leia redações nota 1000
Ter contato com o que já ganhou essa nota no passo pode ajudar você a entender padrões, melhorar vocabulário e a aprender a estrutura da redação como um todo.
Tenha repertório sociocultural
Pode parecer clichê mas é a mais absoluta verdade: quanto mais você assistir a filmes, ler bons livros, ficar antenado nas notícias e em dados sociais, mais você vai conseguir construir repertório para diferencias a sua redação.
Busque a correção
Ter um feedback em relação aos textos que você está produzindo mostra o que pode ser corrigido e melhorado. Somente dessa forma você vai conseguir perceber a sua evolução.
Veja também: Como fazer Redação do Enem? Confira o passo a passo!
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